quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

FLORBELA ESPANCA

Na noite de sete para oito de Dezembro de 1930 suicidou-se uma das nossas maiores poetisas. Foi sepultada no dia em que faria 36 anos .
"É esta a história da minha tristeza. História banal, como quase toda a história dos tristes."
Vida dolorosa. Amores impossíveis. Morte como solução.
Alguém que , em poemas maravilhosos, nos deixou um relato comovente duma vida sem esperança.
Florbela Espanca, a irmã dum só irmão...
A que não teve coragem de continuar a viver...
A que recordamos, hoje e sempre , com saúdade.
Florbela Espanca




2 comentários:

vanessa disse...

Gosto muito, muito da poesia de Florbela Espanca. Era uma mulher transbordante de emoção, em busca de uma companhia que partilhasse da sua intencidade de sentimentos.
Não o encontrou, como era de se prever.
"Ah, se me pudesses vir ver à tardinha,
a essa hora dos mágicos cansaços,
e eu pudesse, enfim,
descansa nos teus braços"
ou
"Eu eu quero amar, amar perdidamente,
este, aquele ou outro, além,
amar, amar, toda a gente
e não amar ninguém."
(as citações são feitas de côr, perdoei-me alguma imprecisão)
Quanto à trágica e tão permatura partida de Florbela, parece-me que haveria a dúvida se a causa seria suicidio ou equisema pulmonar.
"Senhora Dona morte,
com seus dedos de veludo,
fecha-me este olhos que já viram tudo".

Anónimo disse...

Como li e senti os poemas de Florbela Espanca. E aquele em que diz: Eu sou a que no mundo anda perdida/ Eu sou a que na vida não tem norte,/Sou a irmã, do sonho e desta sorte/Sou a crucificada...a dolorida. E eu era aquilo tudo.E um dia pensei: Já chega, e quem me punha assim a alma?levantei-me disse basta. E hoje leio-a e vejo-a já de outra maneira, eu quase não estou ali retratada. Talvez a encontre até um pouca fraca. Mas os tempos eram outros que não os meus. Linda