quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O TRABALHO DE VIEGAS

Cultura vai poupar 2.6 milhões e reduzir cargos dirigentes

Já tinhamos pensado no que se estaria a passar na Secretaria- Geral da Cultura. Hoje tomámos conhecimento  das medidas propostas por Francisco José Viegas. E o que vimos é que ele não andou a brincar.Ontem , numa conferência de imprensa , apresentou as suas propostas para o  sector  que são inúmeras.
Entre muitas : 

"Viegas garante a autonomia artística das novas Entidades Públicas Empresariais ( teatros nacionais , CNB e Cinemateca ), mas quer discutir programação " 
Um exemplo :
Até agora , o São Carlos, o São João  e o D. Maria tinham cada um três administradores  e a Cinemateca  dois, num total de11.
Passará a ter um presidente , um vice -presidente e cinco administradores delegados (um por cada entidade ).
Defendemos um reportório de primeira linha para os teatros nacionais e queremos ser informados sobre o que vai ser feito ."

Acreditamos que as medidas apresentadas vão levantar grossa polémica.



Mas quem conhece Viegas sabe bem que estamos perante alguém que defende a cultura para todos. Não apenas para alguns. O povo tem que voltar a gostar de teatro. Frequentá-lo. Saber que as peças que vai ver são acessíveis a todos e não apenas a uma élite de privilegiados intelectuais.
Na nossa adolescência era um prazer inesquecível ir ao D.Maria e nunca esqueceremos o bom teatro que lá vimos. " As árvores morrem de pé" com Palmira Bastos. A actuação extrordinária de Maria Barroso em " Mariana Alcoforado".......................................
Quem não viu Frei Luís de Sousa ?
Tantas peças magnificas do tempo de Robles Monteiro, Amélia Rey Colaço, Carmen Dolores, Rui de Carvalho, Lourdes Norberto....
Recordamos o tempo em que ir ao teatro era uma festa.
Gostariamos tanto de rever teatro " verdadeiro", autêntico, que faz rir e chorar!
Neste campo apetece-nos dizer:


Ó tempo volta para trás.
Acreditamos que com a sua simplicidade e bom senso,  o  novo Secretário de Estado da Cultura a torne acessível a todos nós .

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