Agora que a Suécia está na ordem do dia e proliferam os artigos de opinião sobre a desilusão que acaba de sentir com os resultados das ultimas eleições e com a entrada da extrema direita no Parlamento , Ingmar Bergman veio de novo ao nosso encontro e recordámos :
Recordámos o tempo da Faculdade de Letras e as fugas constantes para o cinema.
Recordámos o nosso entusiasmo pela Social Democracia dos países nórdicos.
(Quem nos dera ! )
Recordámos o deslumbramento que sentimos quando tomámos conhecimento com a cinematografia de Bergman.
" Morangos Silvestres" (1957 ). " O sétimo selo " (1956 ). "Mónica e o desejo "(1959) . Sorrisos duma noite de verão "
Filmes que revelavam uma terrível solidão e angústia, onde Bergman exorcizava a sua infância trumática. Filho dum pastor luterano , desde sempre foi dominado por uma educação autoritária , baseada em conceitos relacionados com pecado, castigo, perdão, vergonha e humilhação.
Nós pensávamos : - Na Suécia ? Estas obsessões ? " Morte. Impossibilidade de comunicar. Pecado. Solidão. Busca de um sentido para a vida . Ansiedade sexual. " Eram estes os temas que o dominavam. Nós que viamos na Suécia o paraiso sentiamo-nos perdidos e confusos .
Mas, eram obras primas que nos deixavam deslumbrados e nos faziam pensar.
Afinal, onde está a felicidade, a justiça, o bem estar ?
São questões que há 50 anos nos preocupavam e que continuam a centrar o nosso pensamento.
Qual é afinal o modelo da sociedade ideal ?
Qual o paradigma?
Será que existe ?
Onde ?